A importância da revisão de medicamentos

A importância da revisão de medicamentos na terceira idade?

Com o avanço da idade, é comum que muitas pessoas passem a fazer uso de vários medicamentos diariamente.
Hipertensão, diabetes, colesterol alto, osteoporose, problemas cardíacos, depressão: a lista de condições que surgem ou se intensificam com o tempo é grande.

Mas o que pouca gente sabe é que, ao longo dos anos, os remédios precisam ser revistos.
O que foi indicado no passado pode deixar de ser o mais adequado hoje.

Essa é uma das funções mais importantes do acompanhamento geriátrico: avaliar, ajustar e simplificar o uso de medicamentos para garantir segurança, eficácia e qualidade de vida.

Por que a revisão de medicamentos é tão importante?

O envelhecimento traz mudanças no funcionamento do organismo:

A absorção, distribuição e eliminação dos medicamentos se alteram.

O risco de efeitos colaterais aumenta.

Interações entre diferentes remédios podem surgir.

Algumas medicações tornam-se desnecessárias ou até prejudiciais.

Além disso, é comum que o idoso use medicamentos prescritos por vários especialistas diferentes — e, sem uma visão integrada, o risco de duplicidades, doses inadequadas e combinações perigosas cresce.

A revisão periódica permite corrigir esses problemas antes que causem complicações.

Quais problemas a revisão pode evitar?

Quedas relacionadas ao uso de medicamentos sedativos ou para pressão

Confusão mental ou piora da memória

Sonolência excessiva

Hipotensão (pressão muito baixa) e desmaios

Problemas renais ou hepáticos

Hemorragias ou riscos de sangramento

Efeitos adversos que podem ser interpretados, erroneamente, como novas doenças

Muitas vezes, um simples ajuste no esquema medicamentoso é suficiente para melhorar a disposição, a memória, o equilíbrio e o bem-estar geral do paciente.

Como é feita a revisão de medicamentos?

Durante a consulta geriátrica, realizamos uma avaliação cuidadosa:

Identificação de todos os medicamentos em uso (prescritos e de venda livre)

Avaliação das indicações, eficácia e segurança de cada medicação

Identificação de interações medicamentosas e duplicidades

Análise da necessidade real de cada remédio para a atual condição de saúde

Planejamento de possíveis reduções ou substituições, sempre de forma segura e gradual

Além disso, conversamos sobre adesão ao tratamento: entender se o paciente consegue tomar os remédios corretamente, se há dificuldades com horários, doses ou custos.

Menos é mais: o objetivo da prescrição racional

Em Geriatria, dizemos que “menos é mais”.
Não se trata de retirar medicações de forma indiscriminada, mas de manter apenas aquilo que é realmente necessário, benéfico e seguro para o paciente.

O objetivo é claro:

Evitar riscos desnecessários

Melhorar a qualidade de vida

Manter o máximo de autonomia possível


Se você ou um familiar fazem uso de muitos medicamentos, ou se surgiram efeitos colaterais, agende uma consulta para uma avaliação detalhada.
Cuidar hoje da segurança medicamentosa é um passo fundamental para envelhecer com mais saúde e liberdade.